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Santa Gertrudis volta à Feicorte em 2025 com o dobro de animais e reforça protagonismo na pecuária de corte

Com foco em eficiência, genética de ponta e mercado, a Associação Brasileira da Raça Santa Gertrudis (ABSG) prepara uma participação histórica na Feicorte 2025. Após o grande destaque na edição anterior, com o maior número de animais da feira, a entidade confirmou que dobrará o número de animais expostos e ocupará dois pavilhões inteiros durante o evento, refletindo o excelente momento vivido pela raça no Brasil A Feicorte, que acontece entre os dias 18 e 21 de junho, em Presidente Prudente (SP), é considerada uma das maiores vitrines da pecuária de corte da América Latina.

“Aumentamos não só o número de animais, mas também o nosso compromisso com o desenvolvimento da pecuária nacional. Em 2024, fomos a maior raça da feira. Em 2025, voltamos maiores, mantivemos a nossa Exposição Nacional integrada à programação da Feicorte, dois pavilhões lotados com os melhores exemplares da raça e criadores de diversas regiões do país”, afirma Artur Afonso, diretor de marketing da ABSG.

Mais que uma participação expressiva, o retorno em grande escala evidencia a consolidação da raça Santa Gertrudis como referência em produtividade e resultado econômico. Com excelente desempenho no cruzamento industrial com zebuínos, a raça tem demonstrado a capacidade de desmamar bezerros com até 8 arrobas, garantindo eficiência no ganho de peso, rendimento de carcaça e qualidade de carne — características cada vez mais valorizadas pelo mercado.

O estande da ABSG na feira também vai destacar os avanços genéticos, o aumento do número de touros Santa Gertrudis em centrais de inseminação e a liquidez comercial da raça, comprovada pelo aumento na venda de sêmen e pelos resultados dos leilões mais recentes.

“O crescimento da raça é visível. A cada ano temos mais criadores, novos reprodutores sendo coletados e valorização consistente no mercado. Participar da Feicorte é uma oportunidade estratégica para mostrar esses avanços ao público técnico e comprador”, reforça Artur Afonso.

Na edição passada, o Campeonato Nacional da Raça Santa Gertrudis foi palco de disputas técnicas acirradas. O criador Pedro Álvares de Melo, da Fazenda Malagueta, foi o grande vencedor na categoria machos com o animal MR Atalla, e destacou a alta competitividade do julgamento. “A decisão é sempre no detalhe. O nível dos criadores é altíssimo, reflexo de um trabalho genético sério e consistente. A Feicorte é a vitrine perfeita para esse tipo de avaliação técnica”, afirmou.

Para 2025, a expectativa é ainda maior. Segundo Antônio Roberto, presidente da ABSG, o evento será uma vitrine não apenas para mostrar a evolução genética da raça, mas também para gerar negócios imediatos. 

“Este ano, os reprodutores que estarão em prova na Feicorte poderão ser comercializados durante o próprio evento. Ou seja, o pecuarista poderá adquirir ali mesmo a genética avaliada e já utilizá-la na estação de monta deste ano. Além disso, vamos realizar uma degustação de carne Santa Gertrudis durante o Beef Hour, no dia 17 de junho pela manhã. Será uma oportunidade para que os participantes experimentem o diferencial da raça não só no cruzamento, mas também na qualidade da carne, que vem conquistando cada vez mais espaço”, destacou o presidente.

Raça Santa Gertrudis encanta Sergipe em festival gastronômico inédito

Mais de 100 pessoas participaram do primeiro Festival de Carne Santa Gertrudis em Sergipe, realizado na Churrascaria Fuego, em Aracaju. O evento reuniu criadores, apreciadores de carne de qualidade, especialistas em churrasco e formadores de opinião em uma noite de experiências sensoriais e networking em torno da carne da raça Santa Gertrudis, reconhecida pelo marmoreio, maciez e sabor superior.

O encontro foi promovido pela Fazenda Mangabeira, em parceria com a churrascaria anfitriã, e contou com cortes premium da marca produzida pela Reserva União do Brasil, da Fazenda União do Brasil, localizada no interior de São Paulo.

“O objetivo foi apresentar a carne da raça Santa Gertrudis ao público sergipano. Fizemos o primeiro festival e o resultado foi excelente: todo mundo aprovou a qualidade da carne, a repercussão foi muito positiva e já temos demanda para comercializar a marca na região. Esse evento é um “case” que pode — e deve — se repetir em outros estados”, destaca Gustavo Barretto, criador, diretor da Associação Brasileira Santa Gertrudis (ABSG) e um dos organizadores do evento.

A Churrascaria Fuego, que atua desde 2018 na capital sergipana, já vinha acompanhando o trabalho de seleção e produção da Fazenda Mangabeira há mais de dez anos.  Segundo Jorge Costa, proprietário da casa, a carne do Santa Gertrudis surpreende até os paladares mais exigentes.

 “Nossa casa tem tradição em churrasco e há tempos buscávamos oferecer esse tipo de carne aos nossos clientes. Quando as carnes da Fazenda União do Brasil chegaram até nós, entendemos que era o momento certo. Servimos cortes como bombom da alcatra, chorizo, maminha e short rib, todos harmonizados com vinho. O resultado foi surpreendente — os clientes ficaram encantados com o sabor, o marmoreio e a suculência. Agora querem mais”, ressaltou o empresário.

Além da experiência gastronômica, o evento contou com a exposição de uma réplica em tamanho real do touro Justus — símbolo da raça Santa Gertrudis — e a distribuição de camisas personalizadas para os convidados. A noite também marcou a apresentação da raça para novos públicos do Nordeste.

“A qualidade da carne do Santa Gertrudis é inquestionável. O festival mostrou, na prática, o que defendemos como associação: uma raça rústica, eficiente em cruzamentos industriais e com excelente desempenho de norte a sul do país”, afirmou Antônio Roberto, presidente da ABSG. “Queremos fortalecer essa conexão com o consumidor final e ampliar o reconhecimento da raça no Brasil.”

Diante da repercussão, os organizadores já planejam uma segunda edição do festival para o segundo semestre, com a expectativa de ampliar o público e expandir a distribuição da carne Santa Gertrudis em Sergipe.


Sobre a pecuária em Sergipe


A pecuária é uma atividade estratégica para o agronegócio sergipano, com destaque para a bovinocultura de corte e leite. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE (2023), Sergipe possui um rebanho bovino de aproximadamente 1,1 milhão de cabeças, com concentração nas regiões do Alto Sertão, Centro-Sul e Agreste e de acordo com o Banco do Nordeste (BNB) registrou um crescimento de 35,2% na produção de carne bovina, passando de 15,9 mil para 21,5 mil toneladas.

A produção de carne bovina sergipana abastece principalmente o mercado interno, mas nos últimos anos o Estado tem investido em melhoramento genético, alimentação estratégica e gestão de pastagens, ampliando a produtividade e a qualidade da carne. De acordo com a EMBRAPA Tabuleiros Costeiros, Sergipe apresenta potencial para a inserção de raças especializadas em qualidade de carne, como o Santa Gertrudis, sobretudo em sistemas integrados e de cruzamento industrial.

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Santa Gertrudis

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