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Santa Gertrudis registra em 2025 alta de 20% em touros nas centrais

O ano de 2025 confirma um momento de aumento da procura pela a raça Santa Gertrudis no Brasil. Ao longo dos últimos meses, a presença de touros da raça em centrais de inseminação cresceu 20%, um número que traduz, na prática, o aumento da demanda por uma genética funcional, adaptada e alinhada às exigências da pecuária de corte atual.

Entre os destaques do ano está a contratação do Viking 53, da Cabanha 53, de Ruy Barreto, pela CORT Genética Brasil. Mocho natural, foi Reservado Grande Campeão da Expointer 2025 e integra o Top 0,5% do Programa Embrapa Geneplus, reunindo desempenho, carcaça e avaliação genética de alto nível.

Outro nome que segue fortalecendo a presença da raça no mercado é o Mr. Atalla, da Fazenda Malagueta, de Pedro Mello, grande campeão da Expointer e bi grande campeão Nacional. O touro se consolidou como uma das principais referências do Santa Gertrudis em 2025, contribuindo para ampliar a visibilidade e a credibilidade da genética da raça junto aos pecuaristas.

De acordo com o presidente do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, Anderson Fernandes, o crescimento da raça dentro das centrais é reflexo direto da demanda do mercado. “As centrais não contratam um touro apenas por indicação ou por vontade da associação. Elas contratam quando existe procura. Se hoje temos mais touros Santa Gertrudis em central, é porque o mercado está buscando esse sêmen, que vem se destacando principalmente no cruzamento industrial”, explica.

Segundo Anderson, além da procura, os animais precisam atender critérios técnicos rigorosos. “São touros com avaliação genética positiva, bons índices no programa de melhoramento genético (Geneplus), dados de carcaça, participação em provas de desempenho e características que interessem ao produtor. É a combinação entre demanda e consistência técnica”, resume.

Para o presidente reeleito para o biênio 2026/2027 da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, Antônio Roberto, os números são o resultado de um trabalho construído ao longo dos últimos anos. “Esse crescimento mostra que o Santa Gertrudis está cada vez mais presente nas decisões dos pecuaristas. A raça entrega produtividade, adaptação e resultado no campo. Seguimos trabalhando para ampliar esse espaço, fortalecer a genética nacional e oferecer soluções reais para a pecuária de corte brasileira”, afirma.

Santa Gertrudis expande território e se firma no coração da pecuária brasileira

Expansão da raça avança com novo projeto de criação P.O no Mato Grosso em parceria com gigante da agricultura e consolida presença nos estados do Centro-Oeste

A raça Santa Gertrudis acaba de firmar território em todo o Centro-Oeste brasileiro com criatórios de gado P.O., marcando mais um passo importante na sua expansão nacional. O avanço chega com um novo projeto de criação de gado Puro desenvolvido no Mato Grosso, com um projeto de parceria entre um novo e um tradicional criador.    

Com o novo associado em Mato Grosso, a ABSG (associação brasileira de Santa Gertrudis) passa oficialmente a ter criadores em todos os estados do Centro-Oeste, uma região estratégica para a pecuária de corte, onde a raça tem se destacado em projetos de cruzamento, pela adaptação, rusticidade e alta eficiência produtiva o que tem resultado no aumento da demanda por sêmen e touros no estado. 

“É motivo de grande satisfação ver o Santa Gertrudis consolidando sua presença em uma das regiões mais importantes do país. O Centro-Oeste é o coração da pecuária brasileira, e essa expansão mostra a força da genética e a confiança dos produtores no nosso trabalho”, destaca Gustavo Baretto da Fazenda Mangabeira e vice-presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Santa Gertrudis (ABSG). 

O projeto é fruto da sociedade entre o Grupo Biancon, referência em produção de grãos no estado, e a  Fazenda Mangabeira, de Sergipe, que possui 47 anos de criação e seleção na raça. O Mangueira-Biancon está sendo implantado no município de Itaúba, próximo a Sinop (MT), onde já foram transferidos 120 embriões e há meta de chegar a até 600 transferências ainda este ano. A parceria tem como foco o desenvolvimento de um rebanho puro, com uso intensivo de FIV e genética avaliada, além de provas de desempenho e participação em programas como o Geneplus. 

De acordo com Ivan Biancon, diretor do Grupo Biancon, o interesse pela raça surgiu pela combinação entre desempenho e adaptabilidade. “A Mangabeira tem uma tradição no trabalho genético com a raça e essa parceria veio quando vimos no Santa Gertrudis um animal rústico, de ótimo ganho de peso e excelente qualidade de carne. A raça tem obtido resultados muito acima do esperado: animais com dieta para ganhar 1,1 kg por dia estão ganhando 1,7 kg, comendo menos e entregando mais”, explica.

Atuando há 30 anos no Mato Grosso e com forte tradição agrícola, o Grupo Biancon iniciou sua expansão na pecuária em 2018 e hoje mantém um projeto de ciclo completo (cria, recria e engorda) em uma área de 4 mil hectares. Com a parceria, o grupo pretende chegar a 2.000 vacas inseminadas com Santa Gertrudis em 2026, além de planejar o primeiro leilão conjunto dentro de três anos. 

A expansão da raça acompanha um momento positivo para o Santa Gertrudis em nível nacional. Neste ano, houve crescimento no número de touros da raça em centrais de inseminação, reflexo direto da valorização de suas características zootécnicas e da demanda crescente por genética adaptada e produtiva. 

“O projeto Mangabeira-Biancon reforça a visão de que o Santa Gertrudis é uma raça pronta para entregar desempenho, qualidade e eficiência nas mais diversas condições de produção do Brasil”, conclui Gustavo. 

O fortalecimento da raça segue também com a realização do 4º Leilão Fazenda Mangabeira, que acontece no dia 4 de dezembro, com oferta de machos e fêmeas Santa Gertrudis de alta qualidade genética, em parceria com a Agreste Leilões e a Central Leilões.

Rusticidade do Santa Gertrudis ganha força frente ao carrapato no RS

Estudo da SEAPI/DDPA mostra perdas de até 4 kg em novilhas no Rio Grande do Sul; rusticidade e resistência da raça são destaque na Expointer 2025.

A infestação de carrapatos bovinos segue como um dos maiores entraves da pecuária no Rio Grande do Sul e a raça Santa Gertrudis pode ser uma forte aliada nesse combate. Em estudo recente realizado na região da Campanha, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/DDPA) constatou que um único parasita pode reduzir até 1,6 g/dia no ganho de peso de novilhas, acumulando perdas de até 4 kg em apenas 10 dias nos períodos de maior infestação.

Nesse cenário, a Associação Brasileira de Criadores de Santa Gertrudis (ABSG) observa uma procura crescente pela raça no Sul do país. Com pelo curto, rusticidade e resistência natural a parasitas, o Santa tem se consolidado como alternativa eficiente no cruzamento com taurinos europeus, predominantes no estado, reduzindo os impactos sanitários e facilitando o manejo.

A 48ª Expointer, que inicia na próxima semana, será a vitrine dessa valorização. “A cada safra temos observado mais produtores buscando o Santa Gertrudis para o cruzamento industrial. A rusticidade, a fertilidade e a capacidade de adaptação fazem diferença num cenário de mudanças climáticas e desafios sanitários. É um animal que agrega produtividade e qualidade de carne”, afirma Anderson Fernandes, presidente do Conselho Técnico da raça.

Para José Arnaldo Amstalden, superintendente técnico da ABSG, que acompanha há mais de 50 anos a evolução da raça no Brasil, o diferencial está na consistência da seleção. “O Santa responde muito bem a campo e mantém eficiência em sistemas a pasto. É uma genética que alia desempenho produtivo e resistência, fundamental para a realidade do Sul do país”, destaca, lembrando o apoio do Programa de Melhoramento Genético (PMG), conduzido em parceria com a Embrapa Geneplus há 20 anos.

A edição deste ano da Expointer marca também a volta de criadores de Santa Gertrudis de outros estados, que não participavam desde a pandemia. Entre os destaques, estará em exposição o MR Atalla, touro Bi-Grande Campeão da Nacional 2024 e 2025. O julgamento oficial da raça será realizado no dia 31 de agosto, sob avaliação do jurado Luiz Fernando Doneux Junior.

Para o criador Ruy Barreto, da Cabanha 53 de Lagoa Vermelha/RS, participante da Expointer desde a década de 1970, o momento é de celebração. “É uma satisfação enorme ver o Santa novamente ocupando seu espaço em Esteio. É uma raça que sempre se destacou pela qualidade e que hoje ganha ainda mais relevância frente aos desafios da pecuária gaúcha e nacional”, finaliza o pecuarista.

Prova de Eficiência: Santa Gertrudis supera meta em fase intermediária

Resultados evidenciam elevado potencial produtivo e eficiência da raça, com ganhos diários muito acima do estimado

Em apenas 28 dias, após o período de adaptação, os animais da raça Santa Gertrudis superaram as expectativas da 2ª Prova de Eficiência Alimentar, realizada no Centro Tecnológico Humberto de Freitas Tavares, na Central Bela Vista (Botucatu/SP). Participam da prova 59 animais, sendo 24 fêmeas e 35 machos, com média de 13 meses de idade.

A dieta foi formulada para proporcionar um Ganho Médio Diário (GMD) de 1,10 kg/dia, mas os resultados surpreenderam: a média registrada foi de 1,75 kg/dia.  Para o supervisor de Produção e Pesquisa da Central Bela Vista, Matheus Vargas, os números reforçam o potencial produtivo da raça. “Os resultados desta fase intermediária demonstram excelente desempenho da raça Santa Gertrudis, com ganhos acima do esperado e ótimo escore corporal, evidenciando o elevado potencial de conversão alimentar e eficiência produtiva dos animais”, destaca.

Os machos atingiram 1,84 kg/dia, encerrando o período com peso médio de 390kg, enquanto as fêmeas alcançaram 1,61 kg/dia, com peso médio de  327kg. Para o superintendente técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, Arnaldo Amstalden, os índices iniciais já sinalizam uma prova histórica. “Superar a meta ainda no meio da prova mostra a força genética e a eficiência da raça. Isso reforça que o Santa Gertrudis é capaz de responder muito bem em diferentes sistemas de produção.”

O vice-presidente da ABSG e criador, Gustavo Barretto, também comemora o desempenho. “É impressionante ver esse resultado em apenas três semanas. Como criador, é a confirmação de que investir na raça é investir em eficiência e retorno econômico”, conclui.

A prova segue até novembro, quando serão avaliados os dados de consumo individual e eficiência alimentar.

Santa Gertrudis volta à Feicorte em 2025 com o dobro de animais e reforça protagonismo na pecuária de corte

Com foco em eficiência, genética de ponta e mercado, a Associação Brasileira da Raça Santa Gertrudis (ABSG) prepara uma participação histórica na Feicorte 2025. Após o grande destaque na edição anterior, com o maior número de animais da feira, a entidade confirmou que dobrará o número de animais expostos e ocupará dois pavilhões inteiros durante o evento, refletindo o excelente momento vivido pela raça no Brasil A Feicorte, que acontece entre os dias 18 e 21 de junho, em Presidente Prudente (SP), é considerada uma das maiores vitrines da pecuária de corte da América Latina.

“Aumentamos não só o número de animais, mas também o nosso compromisso com o desenvolvimento da pecuária nacional. Em 2024, fomos a maior raça da feira. Em 2025, voltamos maiores, mantivemos a nossa Exposição Nacional integrada à programação da Feicorte, dois pavilhões lotados com os melhores exemplares da raça e criadores de diversas regiões do país”, afirma Artur Afonso, diretor de marketing da ABSG.

Mais que uma participação expressiva, o retorno em grande escala evidencia a consolidação da raça Santa Gertrudis como referência em produtividade e resultado econômico. Com excelente desempenho no cruzamento industrial com zebuínos, a raça tem demonstrado a capacidade de desmamar bezerros com até 8 arrobas, garantindo eficiência no ganho de peso, rendimento de carcaça e qualidade de carne — características cada vez mais valorizadas pelo mercado.

O estande da ABSG na feira também vai destacar os avanços genéticos, o aumento do número de touros Santa Gertrudis em centrais de inseminação e a liquidez comercial da raça, comprovada pelo aumento na venda de sêmen e pelos resultados dos leilões mais recentes.

“O crescimento da raça é visível. A cada ano temos mais criadores, novos reprodutores sendo coletados e valorização consistente no mercado. Participar da Feicorte é uma oportunidade estratégica para mostrar esses avanços ao público técnico e comprador”, reforça Artur Afonso.

Na edição passada, o Campeonato Nacional da Raça Santa Gertrudis foi palco de disputas técnicas acirradas. O criador Pedro Álvares de Melo, da Fazenda Malagueta, foi o grande vencedor na categoria machos com o animal MR Atalla, e destacou a alta competitividade do julgamento. “A decisão é sempre no detalhe. O nível dos criadores é altíssimo, reflexo de um trabalho genético sério e consistente. A Feicorte é a vitrine perfeita para esse tipo de avaliação técnica”, afirmou.

Para 2025, a expectativa é ainda maior. Segundo Antônio Roberto, presidente da ABSG, o evento será uma vitrine não apenas para mostrar a evolução genética da raça, mas também para gerar negócios imediatos. 

“Este ano, os reprodutores que estarão em prova na Feicorte poderão ser comercializados durante o próprio evento. Ou seja, o pecuarista poderá adquirir ali mesmo a genética avaliada e já utilizá-la na estação de monta deste ano. Além disso, vamos realizar uma degustação de carne Santa Gertrudis durante o Beef Hour, no dia 17 de junho pela manhã. Será uma oportunidade para que os participantes experimentem o diferencial da raça não só no cruzamento, mas também na qualidade da carne, que vem conquistando cada vez mais espaço”, destacou o presidente.

Santa Gertrudis realiza feirão inédito de touros durante a Feicorte 2025

Evento reúne dois dos mais tradicionais criatórios do país com exemplares prontos para reprodução e genética consagrada

Pela primeira vez na história da Feicorte, Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, a raça Santa Gertrudis estará presente com um feirão inédito de touros reprodutores disponibilizados diretamente na argola. A iniciativa acontece atéo o dia 21 de junho em Presidente Prudente, no Pavilhão da raça, e é uma oportunidade única para criadores e investidores do setor conhecerem e adquirirem exemplares de alta qualidade genética.

Dois dos mais tradicionais criatórios da raça no país — as Fazendas Malagueta e Taquari — colocaram à disposição touros prontos para o trabalho reprodutivo, todos com exame andrológico completo e registro definitivo emitido pela Associação Brasileira dos Criadores de Santa Gertrudis. Os animais, de genética comprovada e rusticidade a campo, representam mais de quatro décadas de seleção criteriosa.

“A participação da raça com animais à venda dentro da Feicorte marca um novo momento para o Santa Gertrudis no Brasil. Estamos falando de exemplares com altíssimo padrão, preparados para atender com eficiência programas de cruzamento e melhoria de rebanhos puros ou comerciais”, destaca Anderson Fernandes, diretor do Conselho Técnico da associação.

A Fazenda Taquari, uma das expositoras, é reconhecida como referência nacional na produção de touros da raça e responsável por animais de destaque, como o touro Justus — ícone da contribuição genética do Santa Gertrudis para a pecuária brasileira e outros como Gladiador da Taquari, Justus da Taquari e Levi da Taquari, nomes que marcaram a história da pecuária brasileira.

Já o Sítio Malagueta, possui mais de 40 anos de seleção, com um rebanho que combina genética nacional e internacional, com foco em funcionalidade, precocidade e qualidade de carcaça, participando de programas como o Geneplus Embrapa e conquistando destaque nas principais exposições da raça.

Para o presidente da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, Antônio Roberto, o momento é estratégico: “A raça vem conquistando espaços importantes pelo seu desempenho a pasto, rusticidade e ganho de peso. Estar na Feicorte com essa ação inédita é uma forma de aproximar o Santa Gertrudis do pecuarista que busca resultados consistentes.”

O público poderá conferir os animais ao longo de toda a semana no estande da raça, onde também estarão disponíveis informações completas sobre genealogia, avaliação genética e histórico dos reprodutores.

Expointer 2025 recebe Santa Gertrudis de outros estados

Julgamento marca o retorno de criatórios paulistas na feira graças ao status livre de aftosa sem vacinação

O julgamento da raça Santa Gertrudis neste domingo (31), na 48ª edição da Expointer em Esteio, marcou o retorno da participação de criatórios de fora do Rio Grande do Sul nas pistas gaúchas. A participação de animais de outros estados foi viabilizada graças ao novo status sanitário do Brasil, livre de febre aftosa sem vacinação  e resultou em uma pista mais diversa, com campeonatos disputados entre machos e fêmeas.

Segundo o jurado Luis Fernando Doneux, a presença de rebanhos de fora reforçou ainda mais a qualidade do julgamento. “Os machos surpreenderam pela funcionalidade, musculatura, precocidade e estrutura. A exposição mostrou que a raça avança a passos largos para o tipo ideal de animal produtivo e funcional, avaliou.

Nos resultados, entre os machos o touro Mr Atalla da Fazenda Malagueta (Mairinque/SP) conquistou o Grande Campeonato repetindo o desempenho na nacional durante a Feicorte 2025; já Viking 53, da Cabanha 53 (Lagoa Vermelha/RS) ficou com o reservado grande campeonato.Entre as fêmeas, Melissa da Monte Sião também da Malagueta foi a grande campeã, e Urucaia da Bili, da Fazenda União do Brasil (Buri/SP) e American Union Group – join Venture formada por brasileiros, paraguaios e americanos, como reservada grande campeã.

O criador Pedro Álvares de Mello, da Fazenda Malagueta que fez a dobradinha nos Grandes Campeonatos, reforça a importância da presença de rebanhos de outros estados na vitrine da pecuária nacional. “É fundamental mostrar o quanto o Santa se adapta nas mais variadas regiões do país e se firma como uma excelente opção para cruzamentos industriais, especialmente no Sul do país”.

Já o presidente da Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG), Antônio Roberto, lembrou que a união dos criadores é essencial. “Nosso intuito é contribuir com uma pecuária mais produtiva e eficaz, mostrando que o Santa Gertrudis pode e deve estar em qualquer região do Brasil”.

A Expointer segue até 7 de setembro. No calendário da raça, as próximas pistas estão previstas para São José do Rio Preto (SP) e Avaré (SP), na Emapa.

Desempenho no cruzamento industrial destaca Santa Gertrudis na Acricorte

Mirando expansão no Centro-Oeste e Norte do País, raça participa pela primeira vez do evento e em Cuiabá/MT

Entre os dias 10 e 11 de julho, a Acricorte abre as portas aos produtores do Centro Oeste e Norte para apresentar soluções que fazem a diferença no campo. Pela primeira vez participando do evento, a raça Santa Gertrudis chega com o objetivo de mostrar que representa uma alternativa produtiva, eficiente e adaptada aos variados sistemas de produção da pecuária de corte local.

Dados recentes da Fazenda União do Brasil, em abate realizado com cerca de 500 animais aos 21 meses, mostram isso com clareza. “No cruzamento meio sangue Santa Gertrudis × Nelore, alcançamos ganho médio diário (GMD) de 1,592 kg, contra 1,349 kg dos animais zebus. O peso de abate também impressionou com 541 kg do animal cruzado, comparado a 522 kg dos zebuínos, e a um custo por arroba produzida de R$ 192,18 frente a R$ 213,33 respectivamente. Esses números comprovam que o Santa agrega desempenho e reduz custos no sistema.” explica Anderson Fernandes, presidente do Conselho Técnico da raça.

Esses dados ganham ainda mais relevância em um estado como Mato Grosso, que lidera o rebanho bovino nacional com mais de 33 milhões de cabeças e projeta crescimento de acordo com o Instituto Matogrossense de Estatica Aplicada (IMEA) de 7,5% na produção de carne bovina até 2034. A engorda intensiva também avança: mais de 70% dos pecuaristas mato-grossenses já declararam que pretendem confinar em 2025.

“O Santa Gertrudis está acompanhando o caminho do boi, que sobe o mapa do Brasil. Já temos sêmen de reprodutores da raça sendo amplamente utilizados em cruzamentos industriais nessas regiões e a Acricorte é uma grande oportunidade para apresentar ao produtor os  dados que comprovam a evolução do Santa Gertrudis, um animal rústico, adaptado ao calor, que cobre a campo e entrega o que o mercado quer – produtividade, cobertura de carcaça e qualidade”, afirma Artur Afonso, diretor de marketing da Associação.

A presença da Associação Brasileira de Santa Gertrudis no evento marca uma nova etapa de expansão da raça no país. A entidade mira as regiões Centro-Oeste e Norte como estratégicas para a difusão do Santa como uma opção prática, funcional e eficiente no cruzamento com matrizes, sejam elas zebuínas ou F1 Angus, predominante nos sistemas de produção da região.

 “Estamos vivendo um momento de intensificação da pecuária, em que eficiência e adaptabilidade são palavras-chave. O Santa Gertrudis tem entregado isso em diferentes regiões do país e agora queremos mostrar, com dados e diálogo, que ele também pode contribuir com força para o rebanho do Centro-Oeste.”, finaliza Antônio Roberto, presidente da Associação. 

Santa Gertrudis volta à Feicorte em 2025 com o dobro de animais e reforça protagonismo na pecuária de corte

Com foco em eficiência, genética de ponta e mercado, a Associação Brasileira da Raça Santa Gertrudis (ABSG) prepara uma participação histórica na Feicorte 2025. Após o grande destaque na edição anterior, com o maior número de animais da feira, a entidade confirmou que dobrará o número de animais expostos e ocupará dois pavilhões inteiros durante o evento, refletindo o excelente momento vivido pela raça no Brasil A Feicorte, que acontece entre os dias 18 e 21 de junho, em Presidente Prudente (SP), é considerada uma das maiores vitrines da pecuária de corte da América Latina.

“Aumentamos não só o número de animais, mas também o nosso compromisso com o desenvolvimento da pecuária nacional. Em 2024, fomos a maior raça da feira. Em 2025, voltamos maiores, mantivemos a nossa Exposição Nacional integrada à programação da Feicorte, dois pavilhões lotados com os melhores exemplares da raça e criadores de diversas regiões do país”, afirma Artur Afonso, diretor de marketing da ABSG.

Mais que uma participação expressiva, o retorno em grande escala evidencia a consolidação da raça Santa Gertrudis como referência em produtividade e resultado econômico. Com excelente desempenho no cruzamento industrial com zebuínos, a raça tem demonstrado a capacidade de desmamar bezerros com até 8 arrobas, garantindo eficiência no ganho de peso, rendimento de carcaça e qualidade de carne — características cada vez mais valorizadas pelo mercado.

O estande da ABSG na feira também vai destacar os avanços genéticos, o aumento do número de touros Santa Gertrudis em centrais de inseminação e a liquidez comercial da raça, comprovada pelo aumento na venda de sêmen e pelos resultados dos leilões mais recentes.

“O crescimento da raça é visível. A cada ano temos mais criadores, novos reprodutores sendo coletados e valorização consistente no mercado. Participar da Feicorte é uma oportunidade estratégica para mostrar esses avanços ao público técnico e comprador”, reforça Artur Afonso.

Na edição passada, o Campeonato Nacional da Raça Santa Gertrudis foi palco de disputas técnicas acirradas. O criador Pedro Álvares de Melo, da Fazenda Malagueta, foi o grande vencedor na categoria machos com o animal MR Atalla, e destacou a alta competitividade do julgamento. “A decisão é sempre no detalhe. O nível dos criadores é altíssimo, reflexo de um trabalho genético sério e consistente. A Feicorte é a vitrine perfeita para esse tipo de avaliação técnica”, afirmou.

Para 2025, a expectativa é ainda maior. Segundo Antônio Roberto, presidente da ABSG, o evento será uma vitrine não apenas para mostrar a evolução genética da raça, mas também para gerar negócios imediatos. 

“Este ano, os reprodutores que estarão em prova na Feicorte poderão ser comercializados durante o próprio evento. Ou seja, o pecuarista poderá adquirir ali mesmo a genética avaliada e já utilizá-la na estação de monta deste ano. Além disso, vamos realizar uma degustação de carne Santa Gertrudis durante o Beef Hour, no dia 17 de junho pela manhã. Será uma oportunidade para que os participantes experimentem o diferencial da raça não só no cruzamento, mas também na qualidade da carne, que vem conquistando cada vez mais espaço”, destacou o presidente.

Raça Santa Gertrudis encanta Sergipe em festival gastronômico inédito

Mais de 100 pessoas participaram do primeiro Festival de Carne Santa Gertrudis em Sergipe, realizado na Churrascaria Fuego, em Aracaju. O evento reuniu criadores, apreciadores de carne de qualidade, especialistas em churrasco e formadores de opinião em uma noite de experiências sensoriais e networking em torno da carne da raça Santa Gertrudis, reconhecida pelo marmoreio, maciez e sabor superior.

O encontro foi promovido pela Fazenda Mangabeira, em parceria com a churrascaria anfitriã, e contou com cortes premium da marca produzida pela Reserva União do Brasil, da Fazenda União do Brasil, localizada no interior de São Paulo.

“O objetivo foi apresentar a carne da raça Santa Gertrudis ao público sergipano. Fizemos o primeiro festival e o resultado foi excelente: todo mundo aprovou a qualidade da carne, a repercussão foi muito positiva e já temos demanda para comercializar a marca na região. Esse evento é um “case” que pode — e deve — se repetir em outros estados”, destaca Gustavo Barretto, criador, diretor da Associação Brasileira Santa Gertrudis (ABSG) e um dos organizadores do evento.

A Churrascaria Fuego, que atua desde 2018 na capital sergipana, já vinha acompanhando o trabalho de seleção e produção da Fazenda Mangabeira há mais de dez anos.  Segundo Jorge Costa, proprietário da casa, a carne do Santa Gertrudis surpreende até os paladares mais exigentes.

 “Nossa casa tem tradição em churrasco e há tempos buscávamos oferecer esse tipo de carne aos nossos clientes. Quando as carnes da Fazenda União do Brasil chegaram até nós, entendemos que era o momento certo. Servimos cortes como bombom da alcatra, chorizo, maminha e short rib, todos harmonizados com vinho. O resultado foi surpreendente — os clientes ficaram encantados com o sabor, o marmoreio e a suculência. Agora querem mais”, ressaltou o empresário.

Além da experiência gastronômica, o evento contou com a exposição de uma réplica em tamanho real do touro Justus — símbolo da raça Santa Gertrudis — e a distribuição de camisas personalizadas para os convidados. A noite também marcou a apresentação da raça para novos públicos do Nordeste.

“A qualidade da carne do Santa Gertrudis é inquestionável. O festival mostrou, na prática, o que defendemos como associação: uma raça rústica, eficiente em cruzamentos industriais e com excelente desempenho de norte a sul do país”, afirmou Antônio Roberto, presidente da ABSG. “Queremos fortalecer essa conexão com o consumidor final e ampliar o reconhecimento da raça no Brasil.”

Diante da repercussão, os organizadores já planejam uma segunda edição do festival para o segundo semestre, com a expectativa de ampliar o público e expandir a distribuição da carne Santa Gertrudis em Sergipe.


Sobre a pecuária em Sergipe


A pecuária é uma atividade estratégica para o agronegócio sergipano, com destaque para a bovinocultura de corte e leite. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE (2023), Sergipe possui um rebanho bovino de aproximadamente 1,1 milhão de cabeças, com concentração nas regiões do Alto Sertão, Centro-Sul e Agreste e de acordo com o Banco do Nordeste (BNB) registrou um crescimento de 35,2% na produção de carne bovina, passando de 15,9 mil para 21,5 mil toneladas.

A produção de carne bovina sergipana abastece principalmente o mercado interno, mas nos últimos anos o Estado tem investido em melhoramento genético, alimentação estratégica e gestão de pastagens, ampliando a produtividade e a qualidade da carne. De acordo com a EMBRAPA Tabuleiros Costeiros, Sergipe apresenta potencial para a inserção de raças especializadas em qualidade de carne, como o Santa Gertrudis, sobretudo em sistemas integrados e de cruzamento industrial.

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  • santagertrudis@santagertrudis.com.br

  • Rua Octaviano Gozzano, 216, sala 51
    Bairro Parque Campolim | Sorocaba - SP
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