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Santa Gertrudis registra em 2025 alta de 20% em touros nas centrais

O ano de 2025 confirma um momento de aumento da procura pela a raça Santa Gertrudis no Brasil. Ao longo dos últimos meses, a presença de touros da raça em centrais de inseminação cresceu 20%, um número que traduz, na prática, o aumento da demanda por uma genética funcional, adaptada e alinhada às exigências da pecuária de corte atual.

Entre os destaques do ano está a contratação do Viking 53, da Cabanha 53, de Ruy Barreto, pela CORT Genética Brasil. Mocho natural, foi Reservado Grande Campeão da Expointer 2025 e integra o Top 0,5% do Programa Embrapa Geneplus, reunindo desempenho, carcaça e avaliação genética de alto nível.

Outro nome que segue fortalecendo a presença da raça no mercado é o Mr. Atalla, da Fazenda Malagueta, de Pedro Mello, grande campeão da Expointer e bi grande campeão Nacional. O touro se consolidou como uma das principais referências do Santa Gertrudis em 2025, contribuindo para ampliar a visibilidade e a credibilidade da genética da raça junto aos pecuaristas.

De acordo com o presidente do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, Anderson Fernandes, o crescimento da raça dentro das centrais é reflexo direto da demanda do mercado. “As centrais não contratam um touro apenas por indicação ou por vontade da associação. Elas contratam quando existe procura. Se hoje temos mais touros Santa Gertrudis em central, é porque o mercado está buscando esse sêmen, que vem se destacando principalmente no cruzamento industrial”, explica.

Segundo Anderson, além da procura, os animais precisam atender critérios técnicos rigorosos. “São touros com avaliação genética positiva, bons índices no programa de melhoramento genético (Geneplus), dados de carcaça, participação em provas de desempenho e características que interessem ao produtor. É a combinação entre demanda e consistência técnica”, resume.

Para o presidente reeleito para o biênio 2026/2027 da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, Antônio Roberto, os números são o resultado de um trabalho construído ao longo dos últimos anos. “Esse crescimento mostra que o Santa Gertrudis está cada vez mais presente nas decisões dos pecuaristas. A raça entrega produtividade, adaptação e resultado no campo. Seguimos trabalhando para ampliar esse espaço, fortalecer a genética nacional e oferecer soluções reais para a pecuária de corte brasileira”, afirma.

Santa Gertrudis expande território e se firma no coração da pecuária brasileira

Expansão da raça avança com novo projeto de criação P.O no Mato Grosso em parceria com gigante da agricultura e consolida presença nos estados do Centro-Oeste

A raça Santa Gertrudis acaba de firmar território em todo o Centro-Oeste brasileiro com criatórios de gado P.O., marcando mais um passo importante na sua expansão nacional. O avanço chega com um novo projeto de criação de gado Puro desenvolvido no Mato Grosso, com um projeto de parceria entre um novo e um tradicional criador.    

Com o novo associado em Mato Grosso, a ABSG (associação brasileira de Santa Gertrudis) passa oficialmente a ter criadores em todos os estados do Centro-Oeste, uma região estratégica para a pecuária de corte, onde a raça tem se destacado em projetos de cruzamento, pela adaptação, rusticidade e alta eficiência produtiva o que tem resultado no aumento da demanda por sêmen e touros no estado. 

“É motivo de grande satisfação ver o Santa Gertrudis consolidando sua presença em uma das regiões mais importantes do país. O Centro-Oeste é o coração da pecuária brasileira, e essa expansão mostra a força da genética e a confiança dos produtores no nosso trabalho”, destaca Gustavo Baretto da Fazenda Mangabeira e vice-presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Santa Gertrudis (ABSG). 

O projeto é fruto da sociedade entre o Grupo Biancon, referência em produção de grãos no estado, e a  Fazenda Mangabeira, de Sergipe, que possui 47 anos de criação e seleção na raça. O Mangueira-Biancon está sendo implantado no município de Itaúba, próximo a Sinop (MT), onde já foram transferidos 120 embriões e há meta de chegar a até 600 transferências ainda este ano. A parceria tem como foco o desenvolvimento de um rebanho puro, com uso intensivo de FIV e genética avaliada, além de provas de desempenho e participação em programas como o Geneplus. 

De acordo com Ivan Biancon, diretor do Grupo Biancon, o interesse pela raça surgiu pela combinação entre desempenho e adaptabilidade. “A Mangabeira tem uma tradição no trabalho genético com a raça e essa parceria veio quando vimos no Santa Gertrudis um animal rústico, de ótimo ganho de peso e excelente qualidade de carne. A raça tem obtido resultados muito acima do esperado: animais com dieta para ganhar 1,1 kg por dia estão ganhando 1,7 kg, comendo menos e entregando mais”, explica.

Atuando há 30 anos no Mato Grosso e com forte tradição agrícola, o Grupo Biancon iniciou sua expansão na pecuária em 2018 e hoje mantém um projeto de ciclo completo (cria, recria e engorda) em uma área de 4 mil hectares. Com a parceria, o grupo pretende chegar a 2.000 vacas inseminadas com Santa Gertrudis em 2026, além de planejar o primeiro leilão conjunto dentro de três anos. 

A expansão da raça acompanha um momento positivo para o Santa Gertrudis em nível nacional. Neste ano, houve crescimento no número de touros da raça em centrais de inseminação, reflexo direto da valorização de suas características zootécnicas e da demanda crescente por genética adaptada e produtiva. 

“O projeto Mangabeira-Biancon reforça a visão de que o Santa Gertrudis é uma raça pronta para entregar desempenho, qualidade e eficiência nas mais diversas condições de produção do Brasil”, conclui Gustavo. 

O fortalecimento da raça segue também com a realização do 4º Leilão Fazenda Mangabeira, que acontece no dia 4 de dezembro, com oferta de machos e fêmeas Santa Gertrudis de alta qualidade genética, em parceria com a Agreste Leilões e a Central Leilões.

Rusticidade do Santa Gertrudis ganha força frente ao carrapato no RS

Estudo da SEAPI/DDPA mostra perdas de até 4 kg em novilhas no Rio Grande do Sul; rusticidade e resistência da raça são destaque na Expointer 2025.

A infestação de carrapatos bovinos segue como um dos maiores entraves da pecuária no Rio Grande do Sul e a raça Santa Gertrudis pode ser uma forte aliada nesse combate. Em estudo recente realizado na região da Campanha, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/DDPA) constatou que um único parasita pode reduzir até 1,6 g/dia no ganho de peso de novilhas, acumulando perdas de até 4 kg em apenas 10 dias nos períodos de maior infestação.

Nesse cenário, a Associação Brasileira de Criadores de Santa Gertrudis (ABSG) observa uma procura crescente pela raça no Sul do país. Com pelo curto, rusticidade e resistência natural a parasitas, o Santa tem se consolidado como alternativa eficiente no cruzamento com taurinos europeus, predominantes no estado, reduzindo os impactos sanitários e facilitando o manejo.

A 48ª Expointer, que inicia na próxima semana, será a vitrine dessa valorização. “A cada safra temos observado mais produtores buscando o Santa Gertrudis para o cruzamento industrial. A rusticidade, a fertilidade e a capacidade de adaptação fazem diferença num cenário de mudanças climáticas e desafios sanitários. É um animal que agrega produtividade e qualidade de carne”, afirma Anderson Fernandes, presidente do Conselho Técnico da raça.

Para José Arnaldo Amstalden, superintendente técnico da ABSG, que acompanha há mais de 50 anos a evolução da raça no Brasil, o diferencial está na consistência da seleção. “O Santa responde muito bem a campo e mantém eficiência em sistemas a pasto. É uma genética que alia desempenho produtivo e resistência, fundamental para a realidade do Sul do país”, destaca, lembrando o apoio do Programa de Melhoramento Genético (PMG), conduzido em parceria com a Embrapa Geneplus há 20 anos.

A edição deste ano da Expointer marca também a volta de criadores de Santa Gertrudis de outros estados, que não participavam desde a pandemia. Entre os destaques, estará em exposição o MR Atalla, touro Bi-Grande Campeão da Nacional 2024 e 2025. O julgamento oficial da raça será realizado no dia 31 de agosto, sob avaliação do jurado Luiz Fernando Doneux Junior.

Para o criador Ruy Barreto, da Cabanha 53 de Lagoa Vermelha/RS, participante da Expointer desde a década de 1970, o momento é de celebração. “É uma satisfação enorme ver o Santa novamente ocupando seu espaço em Esteio. É uma raça que sempre se destacou pela qualidade e que hoje ganha ainda mais relevância frente aos desafios da pecuária gaúcha e nacional”, finaliza o pecuarista.

Prova de Eficiência: Santa Gertrudis supera meta em fase intermediária

Resultados evidenciam elevado potencial produtivo e eficiência da raça, com ganhos diários muito acima do estimado

Em apenas 28 dias, após o período de adaptação, os animais da raça Santa Gertrudis superaram as expectativas da 2ª Prova de Eficiência Alimentar, realizada no Centro Tecnológico Humberto de Freitas Tavares, na Central Bela Vista (Botucatu/SP). Participam da prova 59 animais, sendo 24 fêmeas e 35 machos, com média de 13 meses de idade.

A dieta foi formulada para proporcionar um Ganho Médio Diário (GMD) de 1,10 kg/dia, mas os resultados surpreenderam: a média registrada foi de 1,75 kg/dia.  Para o supervisor de Produção e Pesquisa da Central Bela Vista, Matheus Vargas, os números reforçam o potencial produtivo da raça. “Os resultados desta fase intermediária demonstram excelente desempenho da raça Santa Gertrudis, com ganhos acima do esperado e ótimo escore corporal, evidenciando o elevado potencial de conversão alimentar e eficiência produtiva dos animais”, destaca.

Os machos atingiram 1,84 kg/dia, encerrando o período com peso médio de 390kg, enquanto as fêmeas alcançaram 1,61 kg/dia, com peso médio de  327kg. Para o superintendente técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, Arnaldo Amstalden, os índices iniciais já sinalizam uma prova histórica. “Superar a meta ainda no meio da prova mostra a força genética e a eficiência da raça. Isso reforça que o Santa Gertrudis é capaz de responder muito bem em diferentes sistemas de produção.”

O vice-presidente da ABSG e criador, Gustavo Barretto, também comemora o desempenho. “É impressionante ver esse resultado em apenas três semanas. Como criador, é a confirmação de que investir na raça é investir em eficiência e retorno econômico”, conclui.

A prova segue até novembro, quando serão avaliados os dados de consumo individual e eficiência alimentar.

Santa Gertrudis volta à Feicorte em 2025 com o dobro de animais e reforça protagonismo na pecuária de corte

Com foco em eficiência, genética de ponta e mercado, a Associação Brasileira da Raça Santa Gertrudis (ABSG) prepara uma participação histórica na Feicorte 2025. Após o grande destaque na edição anterior, com o maior número de animais da feira, a entidade confirmou que dobrará o número de animais expostos e ocupará dois pavilhões inteiros durante o evento, refletindo o excelente momento vivido pela raça no Brasil A Feicorte, que acontece entre os dias 18 e 21 de junho, em Presidente Prudente (SP), é considerada uma das maiores vitrines da pecuária de corte da América Latina.

“Aumentamos não só o número de animais, mas também o nosso compromisso com o desenvolvimento da pecuária nacional. Em 2024, fomos a maior raça da feira. Em 2025, voltamos maiores, mantivemos a nossa Exposição Nacional integrada à programação da Feicorte, dois pavilhões lotados com os melhores exemplares da raça e criadores de diversas regiões do país”, afirma Artur Afonso, diretor de marketing da ABSG.

Mais que uma participação expressiva, o retorno em grande escala evidencia a consolidação da raça Santa Gertrudis como referência em produtividade e resultado econômico. Com excelente desempenho no cruzamento industrial com zebuínos, a raça tem demonstrado a capacidade de desmamar bezerros com até 8 arrobas, garantindo eficiência no ganho de peso, rendimento de carcaça e qualidade de carne — características cada vez mais valorizadas pelo mercado.

O estande da ABSG na feira também vai destacar os avanços genéticos, o aumento do número de touros Santa Gertrudis em centrais de inseminação e a liquidez comercial da raça, comprovada pelo aumento na venda de sêmen e pelos resultados dos leilões mais recentes.

“O crescimento da raça é visível. A cada ano temos mais criadores, novos reprodutores sendo coletados e valorização consistente no mercado. Participar da Feicorte é uma oportunidade estratégica para mostrar esses avanços ao público técnico e comprador”, reforça Artur Afonso.

Na edição passada, o Campeonato Nacional da Raça Santa Gertrudis foi palco de disputas técnicas acirradas. O criador Pedro Álvares de Melo, da Fazenda Malagueta, foi o grande vencedor na categoria machos com o animal MR Atalla, e destacou a alta competitividade do julgamento. “A decisão é sempre no detalhe. O nível dos criadores é altíssimo, reflexo de um trabalho genético sério e consistente. A Feicorte é a vitrine perfeita para esse tipo de avaliação técnica”, afirmou.

Para 2025, a expectativa é ainda maior. Segundo Antônio Roberto, presidente da ABSG, o evento será uma vitrine não apenas para mostrar a evolução genética da raça, mas também para gerar negócios imediatos. 

“Este ano, os reprodutores que estarão em prova na Feicorte poderão ser comercializados durante o próprio evento. Ou seja, o pecuarista poderá adquirir ali mesmo a genética avaliada e já utilizá-la na estação de monta deste ano. Além disso, vamos realizar uma degustação de carne Santa Gertrudis durante o Beef Hour, no dia 17 de junho pela manhã. Será uma oportunidade para que os participantes experimentem o diferencial da raça não só no cruzamento, mas também na qualidade da carne, que vem conquistando cada vez mais espaço”, destacou o presidente.

Santa Gertrudis realiza feirão inédito de touros durante a Feicorte 2025

Evento reúne dois dos mais tradicionais criatórios do país com exemplares prontos para reprodução e genética consagrada

Pela primeira vez na história da Feicorte, Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, a raça Santa Gertrudis estará presente com um feirão inédito de touros reprodutores disponibilizados diretamente na argola. A iniciativa acontece atéo o dia 21 de junho em Presidente Prudente, no Pavilhão da raça, e é uma oportunidade única para criadores e investidores do setor conhecerem e adquirirem exemplares de alta qualidade genética.

Dois dos mais tradicionais criatórios da raça no país — as Fazendas Malagueta e Taquari — colocaram à disposição touros prontos para o trabalho reprodutivo, todos com exame andrológico completo e registro definitivo emitido pela Associação Brasileira dos Criadores de Santa Gertrudis. Os animais, de genética comprovada e rusticidade a campo, representam mais de quatro décadas de seleção criteriosa.

“A participação da raça com animais à venda dentro da Feicorte marca um novo momento para o Santa Gertrudis no Brasil. Estamos falando de exemplares com altíssimo padrão, preparados para atender com eficiência programas de cruzamento e melhoria de rebanhos puros ou comerciais”, destaca Anderson Fernandes, diretor do Conselho Técnico da associação.

A Fazenda Taquari, uma das expositoras, é reconhecida como referência nacional na produção de touros da raça e responsável por animais de destaque, como o touro Justus — ícone da contribuição genética do Santa Gertrudis para a pecuária brasileira e outros como Gladiador da Taquari, Justus da Taquari e Levi da Taquari, nomes que marcaram a história da pecuária brasileira.

Já o Sítio Malagueta, possui mais de 40 anos de seleção, com um rebanho que combina genética nacional e internacional, com foco em funcionalidade, precocidade e qualidade de carcaça, participando de programas como o Geneplus Embrapa e conquistando destaque nas principais exposições da raça.

Para o presidente da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, Antônio Roberto, o momento é estratégico: “A raça vem conquistando espaços importantes pelo seu desempenho a pasto, rusticidade e ganho de peso. Estar na Feicorte com essa ação inédita é uma forma de aproximar o Santa Gertrudis do pecuarista que busca resultados consistentes.”

O público poderá conferir os animais ao longo de toda a semana no estande da raça, onde também estarão disponíveis informações completas sobre genealogia, avaliação genética e histórico dos reprodutores.

Santa Gertrudis volta à Feicorte em 2025 com o dobro de animais e reforça protagonismo na pecuária de corte

Com foco em eficiência, genética de ponta e mercado, a Associação Brasileira da Raça Santa Gertrudis (ABSG) prepara uma participação histórica na Feicorte 2025. Após o grande destaque na edição anterior, com o maior número de animais da feira, a entidade confirmou que dobrará o número de animais expostos e ocupará dois pavilhões inteiros durante o evento, refletindo o excelente momento vivido pela raça no Brasil A Feicorte, que acontece entre os dias 18 e 21 de junho, em Presidente Prudente (SP), é considerada uma das maiores vitrines da pecuária de corte da América Latina.

“Aumentamos não só o número de animais, mas também o nosso compromisso com o desenvolvimento da pecuária nacional. Em 2024, fomos a maior raça da feira. Em 2025, voltamos maiores, mantivemos a nossa Exposição Nacional integrada à programação da Feicorte, dois pavilhões lotados com os melhores exemplares da raça e criadores de diversas regiões do país”, afirma Artur Afonso, diretor de marketing da ABSG.

Mais que uma participação expressiva, o retorno em grande escala evidencia a consolidação da raça Santa Gertrudis como referência em produtividade e resultado econômico. Com excelente desempenho no cruzamento industrial com zebuínos, a raça tem demonstrado a capacidade de desmamar bezerros com até 8 arrobas, garantindo eficiência no ganho de peso, rendimento de carcaça e qualidade de carne — características cada vez mais valorizadas pelo mercado.

O estande da ABSG na feira também vai destacar os avanços genéticos, o aumento do número de touros Santa Gertrudis em centrais de inseminação e a liquidez comercial da raça, comprovada pelo aumento na venda de sêmen e pelos resultados dos leilões mais recentes.

“O crescimento da raça é visível. A cada ano temos mais criadores, novos reprodutores sendo coletados e valorização consistente no mercado. Participar da Feicorte é uma oportunidade estratégica para mostrar esses avanços ao público técnico e comprador”, reforça Artur Afonso.

Na edição passada, o Campeonato Nacional da Raça Santa Gertrudis foi palco de disputas técnicas acirradas. O criador Pedro Álvares de Melo, da Fazenda Malagueta, foi o grande vencedor na categoria machos com o animal MR Atalla, e destacou a alta competitividade do julgamento. “A decisão é sempre no detalhe. O nível dos criadores é altíssimo, reflexo de um trabalho genético sério e consistente. A Feicorte é a vitrine perfeita para esse tipo de avaliação técnica”, afirmou.

Para 2025, a expectativa é ainda maior. Segundo Antônio Roberto, presidente da ABSG, o evento será uma vitrine não apenas para mostrar a evolução genética da raça, mas também para gerar negócios imediatos. 

“Este ano, os reprodutores que estarão em prova na Feicorte poderão ser comercializados durante o próprio evento. Ou seja, o pecuarista poderá adquirir ali mesmo a genética avaliada e já utilizá-la na estação de monta deste ano. Além disso, vamos realizar uma degustação de carne Santa Gertrudis durante o Beef Hour, no dia 17 de junho pela manhã. Será uma oportunidade para que os participantes experimentem o diferencial da raça não só no cruzamento, mas também na qualidade da carne, que vem conquistando cada vez mais espaço”, destacou o presidente.

Raça registra novo recorde de ganho médio diário em avaliação de Central

Animal Santa Gertrudis surpreende com ganho acima de 3kg/dia

A raça Santa Gertrudis teve sua eficiência produtiva comprovada ao realizar, pela primeira vez, uma Prova de Avaliação de Desempenho (PAD) na Central Bela Vista, em Botucatu (SP). Com 67 animais participantes, entre machos e fêmeas que ao final tinham aproximadamente 14 meses, a prova evidenciou o potencial da raça, que atingiu resultados históricos, principalmente no índice de ganho médio diário, o GMD.

Segundo Anderson Fernandes, presidente do conselho técnico da Raça Santa Gertrudis, o GMD, ou Ganho Médio Diário, é o aumento de peso do animal por dia durante um período determinado. “Ele é calculado dividindo a diferença entre o peso final e o inicial pelo número de dias monitorados. Esse indicador é essencial para avaliar o desenvolvimento, a eficiência nutricional e o manejo, essenciais para os resultados positivos na engorda dos bovinos.”

O teste teve duração de 77 dias – sendo 21 dias de adaptação e 56 de prova efetiva –, avaliando, além do GMD, a eficiência alimentar, as características de carcaça e a análise de biotipo conduzida pelo programa Geneplus/Embrapa. A dieta projetada para a prova estimava um ganho entre 1,1 e 1,2 kg/dia, porém o maior GMD registrado foi de 3,02kg/dia, um marco no Centro Tecnológico “Humberto de Freitas Tavares”, 

“É importante destacar também que esse animal que ganhou 3,02 quilos ao dia, apresentou um CAR negativo, ou seja, um Consumo Alimentar Residual negativo em 0,752, o que significa que, apesar de ter comido menos do que a média da população da prova, ele teve um ganho gigantesco de peso”, ressalta Anderson.

Para Matheus Vargas, Supervisor de Produção e Pesquisa da Central Bela Vista, o desempenho da Santa Gertrudis representa um divisor de águas: “Esse foi o maior ganho médio diário já registrado no Centro Tecnológico até hoje. Os números comprovam a eficiência dessa raça, que combina equilíbrio entre características de carcaça, desempenho reprodutivo e eficiência alimentar. O Santa Gertrudis tem um enorme potencial para se destacar no cruzamento industrial, especialmente por sua precocidade e rendimento.”

Além do GMD, Hermano Lucam, da Lucam Agropecuária registrou também o maior índice de Área de Olho de Lombo da prova, que foi de 92,65. O proprietário Luiz Ayres, conhecido como Ziza, criador da raça desde 1985, comemorou os resultados: “Com 38 anos de experiência em provas, posso dizer que essa foi uma das melhores que já participamos. A resposta vem em números, refletindo a força da genética que desenvolvemos ao longo das décadas. Além disso, três dos nossos touros foram vendidos imediatamente após a prova, o que mostra como essas avaliações valorizam os animais e a raça.”

Essas qualidades, aliadas à eficiência na conversão alimentar, tornam o Santa Gertrudis uma opção estratégica para pecuaristas que buscam maximizar a produtividade e a lucratividade de seus sistemas de produção.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Santa Gertrudis, Antônio Roberto, reforçou a relevância da avaliação: “Realizar a prova na Central Bela Vista foi um marco. Os resultados confirmam que a raça tem muito a oferecer, com animais que aliam excelente desempenho produtivo e reprodutivo. Essa conquista é fruto do trabalho conjunto entre criadores e técnicos, buscando sempre a evolução da raça, de acordo com as necessidades do mercado.”

O impacto da genética bovina na rentabilidade do confinamento

Confinar bovinos no Brasil é um desafio complexo, especialmente quando se trata de equilibrar custos e lucros. Recentemente, a Scot Consultoria divulgou dados reveladores: o lucro médio por cabeça no confinamento brasileiro gira em torno de R$100,00, uma fração do que é alcançado nos Estados Unidos utilizando o mesmo sistema. Essa disparidade financeira aponta para uma realidade preocupante, mas também abre espaço para explorar soluções alternativas, como aprimoramentos genéticos na criação de gado

A busca por maneiras de otimizar o confinamento bovino no Brasil é um tema central para produtores e especialistas do setor. Uma das abordagens promissoras é o investimento em genética avançada, e a raça Santa Gertrudis surge como um exemplo emblemático desse potencial.

Dados da última Prova de Avaliação de Desempenho da raça Santa Gertrudis destacam os avanços genéticos que podem impulsionar os ganhos dos confinadores. Por exemplo, o Ganho Médio Diário (GMD) é um indicador crucial para reduzir o tempo médio de abate e aumentar a eficiência da conversão alimentar. Na prova, o melhor animal, que é filho de um reprodutor expoente da raça, Refúgio 53 do criador Lucam Agropastoril, atingiu impressionantes 2kg de ganho aos 13 meses, demonstrando a capacidade da genética melhorada em acelerar o crescimento dos animais.

Outro indicador importante é o Espessura de Gordura Subcutânea (EGS), que reflete a precocidade de acabamento da carcaça. Na mesma prova o macho filho do reprodutor Paco da Taquari, do criardor Djalma Amaral, atingiu 5mm de gordura aos 12 meses de idade, indicando uma maturação precoce que pode ser crucial para encurtar o ciclo de confinamento e maximizar os lucros.

O rendimento de carcaça é fundamental em sistemas de confinamento, a Área de Olho de Lombo (AOL) é um indicador-chave da qualidade da carne, rentabilidade e da eficiência de produção. Na mesma prova, o filho do Justus da Taquari, touro que fez história na raça Santa Gertrudis, atingiu 108cm de AOL aos 11 meses de idade, destacando a capacidade dessa linhagem de produzir animais com alto potencial de rendimento de carcaça.

Esses resultados destacam o potencial da raça Santa Gertrudis, uma raça sintética conhecida por sua rusticidade, precocidade e habilidades maternas. Com 70 anos de história no Brasil, a raça continua a evoluir em termos de ganho de peso e eficiência produtiva, oferecendo uma opção valiosa para produtores que buscam resultados rápidos e rentáveis no confinamento.

Em um setor onde cada centavo conta, a escolha da genética certa pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso no confinamento bovino brasileiro. A raça Santa Gertrudis exemplifica o potencial transformador da genética avançada, oferecendo aos produtores uma oportunidade única de maximizar os lucros, encurtar os ciclos de produção e alcançar uma maior eficiência global. Ao investir em genética de qualidade, os confinadores brasileiros podem abrir caminho para um futuro mais próspero e sustentável no setor.

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