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Problemas em cascos bovinos
 

São várias as alterações encontradas nos cascos, que, devido ao crescimento excessivo, podem apresentar-se em forma de chinelo (casco comprido), de tesoura ou encastelada.

O aparecimento de problemas nos cascos podem ser por lesões causadas pela febre aftosa, brocas, traumatismos, postura defeituosa do membro (defeito de aprumo), podridão do casco e permanência por longo tempo em pisos ásperos (cimento), que, pelo desgaste excessivo, levam à formação de ferida de difícil recuperação, agravada muitas vezes por excesso de umidade. É sempre bom estar alerta para os primeiros sintomas de apoio anormal do casco. Geralmente, aparece quando o animal começa a mancar. Por causa da dor, há uma mudança na posição de apoio, levando ao crescimento de uma unha ou das duas, ou ao desgaste excessivo.

O tratamento para esses casos é cirúrgico. Para corrigir as anormalidades, é preciso aparar os cascos, moldando a unha, o mais parecido possível com a outra unha normal, para que o animal volte a pisar corretamente.

No caso de cascos com feridas, devem ser feitos limpeza e curativo, seguidos de enfaixamento do pé, no primeiro dia, para evitar hemorragia. Animais com problemas no casco devem ser manejados em locais secos, que não acumulem água, evitando assim o agravamento dos problemas.

Quando há barro em excesso, o animal tem preferência para permanecer dentro dele e, por conseqüência, há amolecimento do casco e dificuldade de cicatrização.

Uma das formas preventivas, de eficiência comprovada, principalmente em confinamento, é a utilização de pedilúvio, em que o animal precisa passar, molhando os cascos, pelo menos uma vez ao dia. Pode-se utilizar várias formulações para o pedilúvio. O CNPGL usa a seguinte, com ótimos resultados: 5 litros de formol 5 kg de sulfato de cobre Quantidade de água suficiente para completar 100litros.

FONTE: (EMBRAPA) Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite) 

 

CUIDADO COM OS CASCOS 

 

Os vertebrados terrestres, segundo os cientistas, descendem da metamorfose de peixes que tinham quatro barbatanas na parte inferior do corpo. As barbatanas se transformaram em cascos, em função de uma proteína chamada queratina, que também faz os chifres. Nestes locais, não há sangue nem nervos. Por isso, os animais não sentem, em condições normais, dor, frio ou calor. Os mamíferos, quanto ao apoio, são tetrápodes. Isto é, se apoiam nas quatro patas. Estes se dividem em sodáctilos e artiodáctilos. Os primeiros tem número ímpar de dedos (cavalos, jumentos, anta, etc.) e os segundos, número par (boi, búfalo, carneiro, suíno, veado, camelo, etc.). Todos, sem exceção, são passíveis de quatro principais infecções, como se vê a seguir. 

Dermatite interdigital

Menos grave, mas não importante que as demais afecções maiores, a dermatite interdigital consiste uma inflamação da pele do espaço que separa os dois cascos, devido à ação de duas bactérias, a Fusobacterium necrophorum ou bacilo da necrose e a Bacteroides nodosus. Aparentemente, é contagiosa.

O animal atingido claudica (marca) e apresenta, no espaço entre os dedos, uma enduração (endurecimento e necrose das fibras) de coloração acinzentada e odor repugnantes. A dermatite interdigital pode ser observada em qualquer estação nos animais mantidos em estábulo, embora seja mais freqüente no inverno, em especial nos estábulos cujo piso ou as camas estejam úmidas ou sujas. Produto da falta de asseio, tende a se disseminar entre um grande número de animais. Examinando em pé e amarrado, o animal revela uma impotência funcional, a claudicação. Coloca bem para fora o membro atingido, normalmente uma das patas traseiras.

Desta forma, transfere um parte do apoio para outra pata de trás, que sofre um desvio inverso. Não é possível descobrir outras anomalias num exame após lavagem com água sob pressão, mesmo a pequena distância. Só com um exame aproximado do espaço interdigital de contenção adequada do animal e da limpeza cuidadosa da região, se pode descobrir, entre os dois cascos, a origem da manqueira. Livre da enduração, a pele do espaço, entre os dedos aparece avermelhada, ulcerada em diversas partes e com excesso de queratinização, dentre outras coisas.

Especialmente durante a pastagem, a dermatite interdigital pode evoluir para a cura espontânea: as lesões cicatrizam, a claudicação se atenua até desaparecer. Outras vezes, a brecha na pele permite que a infecção, complicações, como o panarício interdigital. Persistindo, a doença pode tornar-se crônica e se estender a ponto de provocar perturbações na produção de queratina. Sem esta proteína, a substância córnea, osso existente na pata dos bovinos, torna-se folheada ou crivada de buracos.

Finalmente, surge uma lesão em formigueiro que predispõe à formação da úlcera da planta. Outra conseqüência da dermatite interdigital crônica é o eventual surgimento de uma excrescência alongada (calo), dura e fibrosa tão grande que pode chegar a exigir uma cirurgia. A má higiene das camas favorece a fixação do bacilo da necrose e do Bacteroides nodosus. Esta associação bacteriana lembra aquela presente na doença do caso da ovelha. Aliás, parece possível que bactérias passem de uma espécie à outra. São necessárias, portanto, medidas preventivas, como o cuidado das camas e dos pisos da zona de estábulo e o diagnóstico, isolamento e tratamento precoce dos animais reconhecidamente atingidos.

O exame periódico dos casos durante o trato permite o diagnóstico precoce dos primeiros casos. O tratamento consiste, então na aplicação local de anti-sépticos, de antibióticos, de sulfanilamidas em forma de spray, em solução ou em pó, eventualmente cobertos por um curativo. Na propriedades onde estas medidas fossem insuficientes, poderiam ser tentadas outras, ainda experimentais, como a suplementação de zinco no regime ou o emprego de vacinas utilizadas na profilaxia da doença do casco da ovelha. 

Panarício interdigital –

A doença dos cascos mais conhecida dos criadores de bovinos é por certo o panarício interdigital. Trata-se de uma moléstia infecciosa que tem, muitas vezes, uma aparência contagiosa devido à intervenção de várias bactérias, a mais importante das quais é o bacilo da necrose. Os sinais clínicos da doença são uma claudicação pronunciada e um inchaço avermelhado, quente e doloroso no espaço entre os dedos. Parece atingir todas as raças igualmente, se bem que as leiteiras sofram mais com os seus efeitos. O panarício interdigital pode ser observado em qualquer estação. No entanto, aparece com ias freqüência no final da primavera e do verão e no início do outono, quando o tempo está muito seco ou, ao contrário, muito chuvoso. Assim que um ou dois animais do rebanho são atingidos, o panarício se dissemina como uma doença contagiosa: a cada 24 ou 48 horas, um novo animal é contaminado, até que um terço ou metade deles seja afetado. Depois, a doença para de agir e só reaparece um ou dois anos mais tarde. O criador atento percebe o panarício, muitas vezes antes mesmo de surgir a manqueira, ao constatar a diminuição da produção leiteira. A temperatura do animal se eleva, então, chegando a 39,5 C ou 40 C. O apetite se reduz, e a ruminação se torna menos freqüente. Em poucas horas, acrescentam-se a estes sinais gerais os sintomas específicos da enfermidade.

Anderson Fernandes | ABSG
 

A Bovigen é uma industria global que realiza testes genéticos para diversas características economicamente importantes como maciez e marmoreio. O teste de marmorização esta associada ao gene da Tiroglobulina e Maciez para os genes da Calpastatina e Calpaina.

Estudo realizado pela Bovigen pôde comprovar a eficiência do Santa Gertrudis para maciez da carne produzida com 37% dos animais com uma estrela e 55% dos animais com duas estrelas, o que indica a presença dos genes para maciez. O Shorthorn (Raça predominante na formação do Santa Gertrudis) apresentou excelente resultado, onde 97% dos animais com 2 estrelas para maciez (Tabela 1).



Tabela 1: Resultados Maciez (%) para o Shorthorn, Brahman e o Santa Gertrudis

                             

 

O teste é baseado em dois genes que existem normalmente e que estão envolvidos no processo de maciez post mortem: Calpastatina e Calpaína.

Um dos usos mais imediatos dos testes com marcadores de DNA é a possibilidade de acesso à informação genética com respeito a características tradicionalmente difíceis ou caras de obter. A maciez é um exemplo perfeito deste uso.

Embora vários estudos tenham encontrado um efeito dos marcadores para a Calpastatina e a Calpaína de maneira independente, somente dois estudos avaliaram o efeito combinado dos dois marcadores. Um deles utilizou gado Angus e o outro, Santa Gertrudis, ambos puros. Os resultados do estudo com Santa Gertrudis está resumido na tabela abaixo: 

 

Tabela 2: Testes mostram que animais com 4 ESTRELAS tiveram a forca de cisalhamento reduzida em até 1.92 lbs, bem como a redução da percentagem de carne dura em até 25%) ESTRELAS tiveram a forca de cisalhamento reduzida em até 1.92 lbs, bem como a redução da percentagem de carne dura em até 25%)    

     

No estudo com Santa Gertrudis, animais com 4 ESTRELAS apresentaram 3 vezes menos carnes duras quando comparados aos animais de 0, 1 e 2 ESTRELAS. Resultados como estes mostram a versatilidade do Santa Gertrudis a raça sintética formada a partir do Shorthorn com excepcional maciez e associada ao Brahman que confere ótima adaptação ao clima tropical, assim apresentando carne de qualidade atendendo as exigências do mercado.


"A tecnologia GeneSTAR oferece uma nova ferramenta que permite aos criadores de Santa Gertrudis fazer melhoramentos genéticos significativos em nossa raça. Nós, da Associação, estamos muito excitados com o rumo que estamos tomando e como nossos membros adotaram novas tecnologias, que nos ajudarão a alcançar os objetivos da nossa raça", afirma Ervin Kaatz, Vice Presidente Executivo da Associação Internacional de Criadores de Santa Gertrudis.

David Fernandez da Fazenda Alambary, já utiliza desta tecnologia em seu rebanho. Em breve enviaremos amostras de outros criatórios nacionais para analise de maciez e marmoreio. Os interessados podem entrar em contato com a Associação para maiores informações através do telefone (11) 3673-2322 ou e-mail: anderson@santagertrudis.com.br.



Fonte: www.bovigensolutions.com; GeneSTAR Tenderness the first commercial gene marker test for beef tenderness.

A raiva é uma doença infecto-contagiosa que acomete principalmente o SNC - Sistema Nervoso Central, causando encefalomielite fatal. Pode ser transmitida aos homens, o que a classifica como zoonose, e todos os animais de sangue quente são susceptíveis. Mesmo com o avanço acelerado em vários campos da ciência, a Raiva ainda faz muitas vítimas e estimativas conservadoras indicam que a cada 10/15 minutos uma pessoa morre de raiva e, a cada hora, 1.000 pessoas recebem tratamento post-exposição no mundo.

Sua ocorrência é quase mundial, pois, atualmente, está erradica somente em algumas ilhas do pacífico, Japão, Reino Unido e Havaí. A Oceania é o único continente livre da doença.

Com o intuito de conscientizar e fortalecer a prevenção e controle da raiva, foi criado o Dia Mundial da Raiva. Acontece anualmente no dia 8 de setembro e teve início em 2007. Conta com o auxílio de organizações internacionais, nacionais e não governamentais, profissionais de saúde pública humana e veterinária, universidades, parceiros do setor privado e indústrias.



Etiologia



É transmitida pelo Vírus da Raiva, que pertence à família rhabdoviridae, gênero Lyssavirus. A partícula viral é constituída de genoma RNA, possui envelope bilipídico em forma de projétil e é pouco resistente aos agentes químicos (éter, clorofórmio, sais minerais, ácidos e álcalis fortes), aos agentes físicos (calor, luz ultravioleta) e às condições ambientais como dessecação, luminosidade e temperatura excessiva.

Transmissão

A transmissão se dá por mordeduras, arranhões ou lambeduras de animais doentes, pois, através destas, o vírus presente na saliva pode ser inoculado no hospedeiro. Ocorre replicação viral nos tecidos conjuntivo e muscular adjacentes e disseminação rápida em direção ao SNC. Após intensa replicação no SNC, o vírus segue para o sistema nervoso periférico, alcançando pulmão, coração, rim, bexiga, útero e, principalmente, glândulas salivares, sendo eliminado pela saliva.
Os maiores transmissores no meio urbano são os cães, seguidos pelos gatos. Já no meio rural, além de cães e gatos, outros animais também podem transmitir e os morcegos hematófagos são apontados como os principais. Os animais silvestres são os reservatórios naturais para animais domésticos.

O aumento da agressividade do doente aumenta as probabilidades do ataque e transmissão do vírus rábico.

O período de incubação, tempo que decorre entre o contato inicial com o vírus e a manifestação dos primeiros sintomas, é longo, podendo variar de 2 semanas a 6 meses, conforme a quantidade de vírus inoculado, a proximidade do Sistema Nervoso Central e a gravidade da lesão.



Sintomas



O vírus, a princípio, se localiza nas proximidades da lesão, podendo provocar dor local ou anestesia e inchaço. Ocorre replicação viral nos tecidos conjuntivo e muscular adjacentes e disseminação rápida em direção ao SNC.

O animal se afasta do rebanho, ficando isolado, apresenta certa apatia, perda do apetite, mugido constante, tenesmo, hiper-excitabilidade, aumento da libido, salivação abundante e viscosa, dificuldade para engolir (o que sugere que o animal esteja engasgado) e ainda pode apresentar-se de cabeça baixa e indiferente ao que se passa ao seu redor.

Com a evolução da doença, apresenta movimentos desordenados da cabeça, tremores musculares, ranger de dentes, midríase com ausência de reflexo pupilar, incoordenação motora, andar cambaleante e contrações musculares involuntárias. 
Após entrar em decúbito, não consegue mais se levantar, ocorre o aparecimento de movimentos de pedalagem dos membros anteriores e posteriores, dificuldades respiratórias, opistótono, asfixia e morte. Esta última ocorre, geralmente, entre 3 a 6 dias após o início dos sinais, podendo prolongar-se em alguns casos por até 10 dias.

Uma vez iniciados os sinais clínicos da Raiva, devemos isolar o animal e esperar pela sua morte, ou sacrificá-lo na fase agônica.

Diagnóstico

Em virtude da grande variação de sintomas entre os animais acometidos, não é possível a confirmação da doença somente pelo diagnóstico clínico. Portanto, faz-se necessário a necropsia do animal para coleta de material e envio deste a um laboratório de diagnóstico credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA e/ou pelo Ministério da Saúde, para a realização do exame. O material (cérebro) deve ser coletado por um veterinário habilitado, devidamente treinado, e enviado parte em gelo e outra parte imerso em formol a 10%.



Tratamento



Não há nenhum tratamento e a doença é invariavelmente fatal uma vez iniciados os sinais clínicos.

Somente para o ser humano existem as vacinas anti-rábicas, que são indicadas para o “tratamento”, ou seja, a profilaxia anti-rábica pós-exposição. Há também o recurso da aplicação de soro anti-rábico com uso de soro homólogo (HRIG) ou heterólogo. A imunidade passiva conferida pela imunoglobulina anti-rábica persiste por apenas 21 dias.



Vacinação



A freqüência da vacinação dos animais varia de acordo com a região, sendo semestral nos estados de vacinação obrigatória e anual nos demais. A dose estabelecida pelo MAPA é de 2 ml.

Todas as vacinas, antes de serem comercializadas, são analisadas pelo MAPA e, após sua liberação, recebem um selo de garantia (holográfico) na Central de Selagem de Vacinas, órgão administrado em parceria entre o MAPA e o SINDAN - Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal.

Dentre os diversos fatores para o sucesso na produção de gado de corte, a sanidade do rebanho é um item extremamente importante para evitar o aparecimento de doenças que possam comprometer os índices de produtividade. Esse deve ser feito através de um calendário profilático de vacinações e vermifugações. As medidas de controle devem ser realizadas em função das endemias regionais, do estado sanitário do rebanho, do perfil de sistema de produção e orientação do órgão de defesa estadual. Certas vacinas são aplicadas no rebanho todo, outras são aplicadas somente em certas categorias de animais, selecionando idade e até mesmo o sexo, como é o caso das vacinações contra o carbúnculo sintomático e a brucelose.

 

Febre aftosa é uma das enfermidades mais importantes para a pecuária brasileira por ser um fator limitante para as exportações de carne. A doença é causada por um vírus e extremamente contagiosa, acomete os animais fissípedes (cascos fendidos) causando feridas nos cascos e na boca, além de febre alta. A vacinação de caráter obrigatório obedece os calendários determinados pelos dos órgão de defesa estadual. Abaixo o mapa das vacinações no Brasil segundo o ministério da agricultura:

 

 

raiva dos herbívoros é outra doença viral é transmitida através da mordedura por morcegos hematófagos (alimentam-se de sangue). A vacinação é recomendada em áreas onde a doença ocorre, feita anualmente e deve ser associada à vacinação dos cães e eqüídeos. Em algumas regiões está prática está vinculada a vacinação da febre aftosa a critério dos órgãos de defesa estadual. Os principais tipos de vacinas utilizadas no Brasil são a inativada e atenuada, por apresentarem uma imunidade duradoura nos animas.


 

Tuberculose é controlada através de um programa nacional o PNCEBT (Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose) que oferece aos criadores orientações sobre prevenção e controle. Como a vacinação tem pouca eficácia o controle é feito através do teste de tuberculinização, com uso de tuberculina PPD bovina, feita na prega caudal ou no pescoço. Os animais reagentes são isolados e sacrificados pelo serviço de inspeção oficial.

 

DOENÇAS DA REPRODUÇÃO



Doenças da esfera reprodutiva trazem sérios danos ao pecuarista, impedindo a fecundação, causando abortos ou produzindo bezerros com peso inferior à média. As enfermidades reprodutivas podem ter origem bacteriana, virótica e parasitarias dentre elas estão:

 

Brucelose – causada pela bactéria Brucela abortus provoca abortos, infertilidade e retenção de placenta. O controle da doença deve ser feito através de vacinação em dose única aplicada por médico veterinário em fêmeas dos três a oito meses de idade. E marcadas com um “V” no lado esquerdo da cara, junto com o ultimo digito do ano da vacinação.

 

Campilobacteriose – normalmente é transmitida pelo touro contaminado na monta, causando a infertilidade temporária e morte embrionária. Os animais diagnosticados como positivos devem ser descartados do rebanho.
 

 

Tricomonose – dentre seus sintomas estão: infecções pós monta, repetição de cios, morte embrionária e abortos. A principal fonte de transmissão do parasita é o touro que pode receber tratamento que muitas vezes é descartado pelo auto custo.

 

 


IBR (rinotraqueíte infecciosa bovina) e BVD (diarréia viral bovina) – são viroses transmitidas através: coito, placentária, secreções, fetos abortados e fezes. A prevenção é feita através de vacinas polivalentes, aos três meses de idade, com reforço 30 dias e revacinação anual.

 

MANEJO DOS BEZERROS



O desempenho produtivo de um abate e da produção de carne e carcaça começa com os cuidados com o bezerro. Como regra geral os bezerros neonatos devem receber o colostro da mãe nas primeiras oito horas de vida. O colostro além de ser rico em proteínas, minerais, enzimas, vitaminas ter efeito antitóxico e energético, confere ao bezerro uma imunidade passiva através dos anticorpos maternos.

O umbigo do neonato é uma porta de entrada para agentes infecciosos,podendo causar infecção local ou sistêmica e miíases (bicheiras), por isso o umbigo deve ser cortado em aproximadamente 4 cm e submerso por dois minutos em solução de iodo 10% ou produto similar.

Em regiões onde ocorre o botulismo deve vacinar os animais aos quatro meses, repetindo após 40 dias e revacinação anual e contra paratifo ou samonelose com 15 a 20 dias de idade.

As clostridioses são toxi-infecções causadas por bactérias. Dentre elas a mais importante no Brasil o carbúnculo sintomático é uma doença típica de animais jovens gera grandes prejuízos, pela alta mortalidade dos bezerros. A vacinação deve ser feita nos bezerros com quatro a seis meses de vida, revacinando seis após.

 

CUIDADOS COM AS VACINAS



Alguns cuidados importantes devem ser tomados para a correta preservação das vacinas garantindo assim toda sua qualidade na imunização.

  • Conservar a vacina refrigerada entre 2 a 8 ºC. Não congelar
     
  • Observar a data de fabricação e prazo de validade 
     
  • Seguir atentamente a via de aplicação e dosagem
     
  • Obedecer o prazo de carência para o consumo de leite e carne
     
  • Transportar em caixa isopor com gelo, protegendo do calor e sol
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  • COMBATE AS VERMINOSES

  • Uma das praticas mais importantes no manejo sanitário de uma produção de gado de corte trata-se dos combates aos parasitas tanto os ectoparasitas (externos) quanto os endoparasitas (internos). As parasitoses são as grandes vilãs responsáveis pela baixa produtividade da bovino cultura por prejudicarem o crescimento podendo levar o animal a morte. O controle deve ser estratégico dependendo do clima de cada região. Normalmente o combate é feito no período da seca, porem o criador deve saber que seu efeito só é notado a médio e longo prazo.

    Os endoparisitas localizam-se em diversos órgãos do animal e sugam os nutrientes debilitando e causando o emagrecimento. Para o combate dos vermes deve se usar vermífugos de largo espectro (atuam na maioria das espécies de vermes) e de longa ação, sempre que possível usando princípios ativos diferentes. 

    Um controle estratégico para os vermes deve ser realizado no período da seca em três etapas: 1ª aplicação no inicio da seca para remover os vermes que se instalaram nas chuvas. 2ª aplicação no meio da seca que elimina os vermes que sobreviveram a aplicação anterior e a 3ª aplicação no final da seca prevenindo a contaminação no período das chuvas. Ainda pode-se fazer uma 4ª aplicação durante o período das chuvas como prevenção de combate a proliferação das larvas.

    Os ectoparasitas se alimentam do sangue do bovino além de serem vetores de doenças como a Tristeza Parasitária Bovina entre outras. A mosca do chifre (Haematobia irritans),o carrapato (Boophilus microplus) e o berne (Dermatobia hominis) são os principais parasitas externos de importância no Brasil. O controle dos parasitas externos deve ser feita quando o animal está infestado com uso repelentes quimicos “pour-on”, de pulverização ou banhos de aspersão. Uma medida que esta demonstrando resultados positivos no combate a mosca do chifre é a introdução de bezerros e utilizando produtos que não os matem, pois estes destroem os bolos fecais que são verdadeiros criatórios das larvas da mosca. O estratégico do controle do carrapato deve ser iniciado no início do período das chuvas, sendo importante repetir por três vezes a aplicação do produto a cada 21 dias, que e o período que compreende o ciclo reprodutivo do carrapato.

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  • Tabela 1 – Esquema profilático sanitário para rebanhos de bovinos de corte


     

     
    * segue orientação dos órgão de defesa estaduais