Cruzamentos

Nós temos o que você precisa: Os Santa Gertrudis são rústicos, versáteis e resistentes ao ataque de ectoparasitas. Bem adaptados às condições brasileiras, apresentam tamanho que atende às exigências do frigorífico, carcaça e padronização do rebanho. Bezerros - Nascem com um peso médio de 37 kg e são desmamados aos sete meses com 240 kg, o que comprova a excelente capacidade leiteira da raça. Precoces, fortes e ativos, apresentam um ganho de peso médio acima de 1 kg por dia, demonstrando alta capacidade de engorda e conversão alimentar, tornando-se prontos para o abate por volta dos dois anos de idade, com cerca de 17 arrobas, em regime de pasto. Quando confinados, atingem 480 kg aos 16 meses. Novilhas - Podem ser cobertas ou inseminadas dos 14 aos 18 meses de idade, dando sua primeira cria antes até de completar dois anos de vida. Machos - Extremamente funcionais, bom ganho de peso, conformação ideal, precocidade e musculosidade, com excelente desenvolvimento da área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio, além de excepcional média das medidas de perímetro escrotal. Fêmeas - Parem com facilidade e produzem boa quantidade de leite. Destacam-se por sua longa vida produtiva, chegando a produzir mais de 10 crias durante a sua vida útil. São excelentes receptoras de TE. Santa Gertrudis: mais carne, mais qualidade! Quem optou pelo Santa Gertrudis em cruzamento industrial sobre matrizes zebuínas sabe das vantagens alcançadas com produtos 1/2 sangue: machos pesados na desmama e fêmeas de excelente habilidade materna, podendo ser utilizadas como receptoras de TE. Outra opção é utilizar touros SG sobre fêmeas cruzadas de qualquer origem, pois o que servia apenas para o abate, agora pode ser utilizado como matriz, desmamando bezerros próximos a nove arrobas e peso superior a 17 arrobas aos dois anos de idade em regime extensivo de pasto. O cruzamento absorvente com o Santa Gertrudis é possível, pois o Santa é uma raça sintética, que fixa suas características, chegando ao 7/8 ou 15/16 na fazenda com o rebanho super adaptado, o que não é possível no gado europeu devido a sua pouca adaptação ao clima tropical. Outra vantagem do Santa Gertrudis é uma das heranças do Shorthorn, que apresenta ótima cobrtura de gordura e marmoreio, ao passo que as raças continentais e as zebuínas são mais tardias. Estas características são muito exigidas pelas redes de supermercados e casas de carnes nobre.

Odair Sala, da Agropecuária Lagoa Dourada, faz sucesso com o cruzamento SG x Nelore em Santa Rita do Rio Pardo (MS). Reduziu a idade de abate para 30 meses - 18 arrobas em regime de pasto. As fêmeas são cobertas aos 18 meses, um ano antes das Nelore. Os cruzados apresentam uma índole mais calma. Em 2006, nasceram 1.800 bezerros com índices de desmama: machos cruzados 220 kg e fêmeas cruzadas 205 kg. Os touros SG apresentam bom desempenho, libido, boa adaptação ao calor e são poucos susceptíveis aos ataques de carrapatos. Para este ano, está sendo programado o uso de 100 touros SG para a estação de monta utilizando 3.000 fêmeas. A Energo Agro Industrial Ltda, Fazenda Pantano em Ribas do Rio Pardo (MS), já está no segundo cruzamento com SG. As suas M1 (produtos de touros SG x vacas F1 - 1/2 sangue Red/Hereford) são primíparas e apresentaram quando na desmama de seus produtos o peso médio de 385 kg. Os bezerros foram desmamados aos 8 meses com os seguintes pesos médios: machos - 270 kg (70% do peso médio das mães) e fêmeas - 240 kg (62% do peso médio das mães). Aos bezerros, foi fornecido sal proteinado em creep. O índice de reconcepção das M1 foi de 87% nesta última estação de monta. O objetivo dos machos será o abate e das fêmeas seleção para registro de M2, conforme as normas da ABSG. Celso Boin, consultor de pecuária e conhecedor da raça Santa Gertrudis há mais de 30 anos, comprova a evolução genética do Santa e o seu desenvolvimento na qualidade de carcaça, que atende aos mercados frigoríficos. Isto devido ao trabalho de melhoramento, participação em provas zootécnicas e a busca constante de linhagens e produtos funcionais, resultando hoje numa raça forte, produtiva e com retorno ao pecuarista.