Caracteristicas

Performance

O Santa Gertrudis é extremamente fértil. Novilhas bem criadas podem ser cobertas ou inseminadas dos 14 aos 18 meses de idade, dando sua primeira cria até mesmo antes de completar dois anos de vida. Com manejo adequado dos rebanhos, há plantéis puros em que o índice de parições se mantém próximo aos 90%. As fêmeas parem com facilidade e protegem suas crias zelosamente. Destacam-se por sua longa vida produtiva, chegando a produzir mais de dez crias durante a sua vida útil. Os bezerros Santa Gerturdis nascem com um peso médio de 37 kg e são desmamados aos sete meses, com 240 kg, o que comprova a excelente capacidade leiteira da raça. Precoces por excelência e com ganho de peso médio acima de 1 kg por dia, demonstram alta capacidade de engorda e conversão alimentar, tornando-se prontos para o abate por volta dos dois anos de idade, com cerca de 16 arrobas, em regime de pasto. Quando confinados, atingem 480 kg aos 18 meses de vida.
 

Adaptação Por ser uma raça sintética, os Santa Gertrudis são rústicos e versáteis. Os bezerros são fortes, ativos e rapidamente já estão mamando. São animais mais resistentes ao ataque de insetos e parasitas e apresentam perfeita adaptação a qualquer clima, em especial às condições brasileiras. Assim, suporta muito bem o frio e as geadas do Sul, o calor e a seca do Nordeste e a umidade do Brasil Central.

Maciez e marmoreio através da análise de DNA A Bovigen é uma indústria global que realiza testes genéticos para diversas características economicamente importantes como maciez e marmoreio. Estudo realizado pela Bovigen pôde comprovar a eficiência do Santa Gertrudis para maciez da carne produzida com 37% dos animais com uma estrela e 55% dos animais com duas estrelas, o que indica a presença dos genes para maciez. O Shorthorn (raça predominante na formação do Santa Gertrudis) apresentou excelente resultado, onde 97% dos animais com duas estrelas para maciez.

Um dos usos mais imediatos dos testes com marcadores de DNA é a possibilidade de acesso à informação genética com respeito a características tradicionalmente difíceis ou caras de se obter.

“A tecnologia GeneSTAR oferece uma nova ferramenta que permite aos criadores de Santa Gertrudis fazer melhoramentos genéticos significativos em nossa raça. Nós, da Associação, estamos muito excitados com o rumo que estamos tomando e como nossos membros adotaram novas tecnologias, que nos ajudarão a alcançar os objetivos da nossa raça”. Ervin Kaatz, vice-presidente Executivo da Associação Internacional de Criadores de Santa Gertrudis

David Fernandez, da Fazenda Alambary, já utiliza desta tecnologia em seu rebanho.

Qualidade e lucro nas carcaças do Santa Gertrudis

O Santa Gertrudis é um animal de tamanho mediano e a redução no tamanho dos animais já é um reflexo da percepção dos criadores nacionais quanto à precocidade. “Esse cuidado com a seleção do rebanho puro nos dá condições de produzir um gado de corte, para o abate, mais precoce, que termine mais cedo e custe menos”, explica Luiz Fernando Doneaux Júnior, da Fazenda Jatobá, de Itaí (SP).
No Frigol – Lençóis Paulista

A Fazenda Jatobá abateu 31 animais Santa Gertrudis (22 machos e nove fêmeas). O abate aconteceu no frigorífico FRIGOL. Os critérios analisados foram: conformação exterior, idade, rendimento e conformação da carcaça. A classificação e tipificação das carcaças apontaram os seguintes resultados:

Além das características quantitativas, pôde-se avaliar: a conformação de retilíneas a convexas, acabamento de gordura de 4 a 7 mm e confirmar os registros genealógicos dos animais na ABSG quanto à maturidade fisiológica através da dentição e pelo grau de ossificação das cartilagens. O resultado foi: carcaças de excelente qualidade, com os animais indo para abate precoce após 152 dias de confinamento, obtendo animais mais jovens com peso e acabamento de carcaça, atendendo as exigências para exportação.

No Friboi – Andradina

O pecuarista Norberto Vicente, da Fazenda Major Vicente, município de Água Clara (MS), teve 54 animais cruzados da raça Santa Gertrudis x Nelore na unidade do grupo Friboi, onde através de um processo de classificação e tipificação de carcaça utilizado pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal), obteve um resultado excepcional para animais criados exclusivamente a pasto, ou seja, o chamado “Boi Verde”.

Com a finalidade de verificar o peso dos animais abatidos, a idade dos animais ao abate, a conformação das carcaças e o acabamento de gordura: ficou constatado que o desempenho destes animais foi excelente não só para o pecuarista, que pode abater animais mais jovens e com um peso de carcaça excelente; como também para o frigorífico que obteve animais com excelente formação de carcaça e selecionados para exportação.

Veja nas tabelas abaixo o desempenho dos animais segundo o critério utilizado pelo SIF:

Touros que cobrem a campo Outra qualidade apresentada pela raça, diz respeito ao ótimo desempenho dos touros no trabalho à campo. Os touros acompanham bem as vacas, caminham por longas distancias mesmo em climas onde há temperatura elevada. Os reprodutores têm uma vida reprodutiva longa. Chegando aos 12 anos de idade apresentando uma ótima libido. Quanto submetidos ao exame andrológico, apresentam excelente qualidade do sêmen por permanecerem com a bolsa escrotal bem posicionada. Comumente são colocadas 40 vacas por touro em estação de monta a partir dos 20 meses de idade.